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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Cinemateca

Ainda que dedicada exclusivamente à 7ª arte, a Cinemateca oferece múltiplas possibilidades. A biblioteca audiovisual guarda um dos maiores acervos da América Latina, com películas publicitárias, documentários, cinejornais, registros familiares, entre outras preciosidades. Mas não é só isso: o rico acervo de livros, fotos, documentos, artigos e projetos acadêmicos sobre cinema, além da agenda de cursos e mostras temáticas de curtas e longas-metragens, faz da Cinemateca um centro multiuso de cultura e pesquisa.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Curitiba
PERFIL
Curitiba é a capital do Paraná, um dos três Estados que compõem a Região Sul do Brasil. Sua fundação oficial data de 29 de março de 1693, quando foi criada a Câmara.
No século XVII, sua principal atividade econômica era a mineração, aliada à agricultura de subsistência.O ciclo seguinte, que perdurou pelos séculos XVIII e XIX, foi o da atividade tropeira, derivada da pecuária. Tropeiros eram condutores de gado que circulavam entre Viamão, no Rio Grande do Sul, e a Feira de Sorocaba, em São Paulo, conduzindo gado cujo destino final eram as Minas Gerais. O longo caminho e as intempéries faziam com que os tropeiros fizessem invernadas, à espera do fim dos invernos rigorosos, em fazendas como as localizadas nos "campos de Curitiba". Aos tropeiros se devem costumes como o fogo de chão para assar a carne e contar "causos", a fala escandida - o sotaque leitE quentE -, o chimarrão (erva-mate com água quente, na cuia, porque os índios a utilizavam na forma de tererê, com água fria), o uso de ponchos de lã, a abertura de caminhos e a formação de povoados.
No final do século XIX, com o ciclo da erva-mate e da madeira em expansão, dois acontecimentos foram bem marcantes: a chegada em massa de imigrantes europeus e a construção da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba, ligando o Litoral ao Primeiro Planalto paranaense.
Os imigrantes - europeus e de outros continentes -, ao longo do século XX, deram nova conotação ao cotidiano de Curitiba. Seus modos de ser e de fazer se incorporaram de tal maneira à cidade que hoje são bem curitibanas festas cívicas e religiosas de diversas etnias, dança, música, culinária, expressões e a memória dos antepassados. Esta é representada nos diversos memoriais da imigração, em espaços públicos como parques e bosques municipais.
A "mítica imigrante do trabalho" (observação do poeta Paulo Leminski, falecido no século passado) aliada a gestões municipais sem quebra de continuidade, acabou criando uma Curitiba planejada - e premiada internacionalmente, em gestão urbana, meio ambiente e transporte coletivo.
A capital do Estado do Paraná, formada num altiplano 934 metros acima do nível do mar, carente de marcos de paisagem oferecidos pela natureza, acabou criando suas principais referências pela ciência e pela mão humana.
No século XX, no cenário da cidade planejada, a indústria se agregou com força ao perfil econômico antes embasado nas atividades comerciais e do setor de serviços. A cidade enfrentou, especialmente nos anos 1970, a urbanização acelerada, em grande parte provocada pelas migrações do campo, oriundas da substituição da mão-de-obra agrícola pelas máquinas.
Curitiba enfrenta agora o desafio de grande metrópole, onde a questão urbana é repensada sob o enfoque humanista de que a cidade é primordialmente de quem nela vive. Seu povo, um admirável cadinho que reuniu estrangeiros de todas as partes do mundo e brasileiros de todos os recantos, ensina no dia-a-dia a arte do encontro e da convivência. Curitiba renasce a cada dia com a esperança e o trabalho nas veias, como nas alvoradas de seus pioneiros.


DADOS PRINCIPAIS
Área 430,9 km²
População 1.727.010 (estimativa IBGE/2004)
Bairros (ver bairros) 75
Relevo Levemente ondulado
Área verde por habitante 51 m²
Extensão Norte-Sul 35 km
Extensão Leste-Oeste 20 km
Altitude média 934,6 m
Latitude 25º25'48'' Sul
Longitude 49º16'15'' Oeste
Fuso horário Brasília
Clima Temperado
Pluviosidade 1.500 mm/ano
Temp. média no verão 21ºC
Temp. média no inverno 13ºC

Distância de São Paulo 400 km

Personalidades de São Paulo

Padre José de Anchieta

Nasceu na ilha de Tenerife, uma das ilhas Canárias dominadas pela Espanha no final do século XV, a 19 de março de 1534, dia de São José, motivo de seu nome. Filho de próspera família, tendo por pais Juan de Anchieta e Mência de Clavijo y Llarena, teve a oportunidade de estudar desde a mais tenra idade, provavelmente com os dominicanos. Aos quatorze anos iniciou seus estudos em Coimbra, no renomado Colégio de Artes, orgulho do rei Dom João III.
Padre José de Anchieta
Lá recebeu uma educação renascentista, principalmente filológica e literária.
Com 17 anos de idade ingressou na Companhia de Jesus, ordem fundada por Inácio de Loyola em 1539 e aprovada por meio da bula Regimini Militantis Eclesiae em 1540, pelo papa Paulo III. No ano de 1553, no final de seu noviciado, fez seus primeiros votos como jesuíta. Assim, acabavam seus temores de não poder permanecer na Ordem por ter sido acometido de uma doença ósteo-articular logo após seu ingresso.
Aconselhado pelos médicos de que os ares do Novo Mundo seriam benéficos para sua recuperação, foi enviado em missão para o domínio português na América.
Veio ao Brasil com a segunda leva de jesuítas, junto com a esquadra de Duarte da Costa, segundo governador-geral do Brasil. Em 1554 participou da fundação do colégio da vila de São Paulo de Piratininga, núcleo da futura cidade que receberia o nome de São Paulo, onde também foi professor. Exerceu o cargo de provincial entre os anos de 1577 a 1587.
Escreveu cartas, sermões, poesias, a gramática da língua mais falada na costa brasileira (o tupi) e peças de teatro, tendo sido o representante do Teatro Jesuítico no Brasil.
Sua obra pode ser considerada como a primeira manifestação literária em terras brasileiras. Contribuiu, dessa maneira, para a formação do que viria a ser a cultura brasileira.
De toda a sua obra, destacam-se a Gramática da língua mais falada na costa do Brasil, De Gestis Mendi de Saa, Poema da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, Teatro de Anchieta e Cartas de Anchieta.
A coleção de Obras Completas do Pe. José de Anchieta é dividida sob três temáticas: poesia, prosa e obras sobre Anchieta; a publicação prevê um total de 17 volumes.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pontos Turísticos de São Paulo

Estação da Luz


Todo o material utilizado na construção desta estação veio da Inglaterra. Após um grande incêndio, ela foi restaurada, em 1946. Ela tem participação na história do Brasil e do mundo. 

Catedral Metropolitana de São Paulo
 

Sua construção teve início em 1913, até o seu término foram quatro décadas. Em seu acabamento foram utilizadas aproximadamente 800 toneladas de mármore raro, com estilo gótico modificado. 

Museu de Arte de São Paulo
 

É o museu de arte ocidental mais importante na América Latina. Sua inauguração ocorreu em 1947. Possui um acervo lindíssimo, contendo obras de Van Gogh, Picasso, Monet, Renoir, Goya, Portinari, ente outros. 

Teatro Municipal
 

Nos lembra o Teatro de Ópera de Paris, devido ao seu estilo eclético. Foi inaugurado em 1911, desde então vem sendo o palco de importantes manifestações culturais.

sábado, 24 de julho de 2010

História da Cidade de São Paulo


Avenida Paulista - 1902 - Acervo Instituto Moreira Salles
 
 A fundação de São Paulo insere-se no processo de ocupação e exploração das terras americanas pelos portugueses, a partir do século XVI. Inicialmente, osCena da Fundação de  São Paulo segundo o pintor Oscar Pereira da Silva - Arquivo SMC colonizadores fundaram a Vila de Santo André da Borda do Campo (1553), constantemente ameaçada pelos povos indígenas da região. Nessa época, um grupo de padres da Companhia de Jesus, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalaram a serra do mar chegando ao planalto de Piratininga onde encontraram "ares frios e temperados como os de Espanha" e "uma terra mui sadia, fresca e de boas águas". Do ponto de vista da segurança, a localização topográfica de São Paulo era perfeita: situava-se numa colina alta e plana, cercada por dois rios, oTamanduateí e o Anhangabaú.
Nesse lugar, fundaram o Colégio dos Jesuítas em 25 de janeiro de 1554, ao redor do qual iniciou-se a construção das primeiras casas de taipa que dariam origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.
Em 1560, o povoado ganhou foros de Vila e pelourinho mas a distância do litoral, o isolamento comercial e o solo inadequado ao cultivo de produtos de exportação, condenou a Vila a ocupar uma posição insignificante durante séculos na América Portuguesa.
Por isso, ela ficou limitada ao que hoje denominamos Centro Velho de São Paulo ou triângulo histórico, em cujos vértices ficam os Conventos de São Francisco, de São Bento e do Carmo.
Até o século XIX, nas ruas do triângulo (atuais ruas Direita, XV de Novembro e São Bento) concentravam-se o comércio, a rede bancária e os principais serviços de São Paulo.
Em 1681, São Paulo foi considerada cabeça da Capitania de São Paulo e, em 1711, a Vila foi elevada à categoria de Cidade. Apesar disso, até o século XVIII, São Paulo continuava como um quartel-general de onde partiam as "bandeiras", expedições organizadas para apresar índios e procurar minerais preciosos nos sertões distantes. Ainda que não tenha contribuído para o crescimento econômico de São Paulo, a atividade bandeirante foi a responsável pelo devassamento e ampliação do território brasileiro a sul e a sudoeste, na proporção direta do extermínio das nações indígenas que opunham resistência a esse empreendimento.
A área urbana inicial, contudo, ampliou-se com a abertura de duas novas ruas, a Líbero Badaró e a Florêncio de Abreu. Em 1825, inaugurou-se o primeiro jardim público de São Paulo, o atual Jardim da Luz, iniciativa que indica uma preocupação urbanística com o aformoseamento da cidade.
No início do século XIX, com a independência do Brasil, São Paulo firmou-se como capital da província e sede de uma Academia de Direito, convertendo-se em importante núcleo de atividades intelectuais e políticas. Concorreram também para isso, a criação da Escola Normal, a impressão de jornais e livros e o incremento das atividades culturais.
No final do século, a cidade passou por profundas transformações econômicas e sociais decorrentes da expansão da lavoura cafeeira em várias regiões paulistas, da construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí (1867) e do afluxo de imigrantes europeus. Para se ter uma idéia do crescimento vertiginoso da cidade na virada do século, basta observar que em 1895 a população de São Paulo era de 130 mil habitantes (dos quais 71 mil eram estrangeiros), chegando a 239.820 em 1900!). Nesse período, a área urbana se expandiu para além do perímetro do triângulo, surgiram as primeiras linhas de bondes, os reservatórios de água e a iluminação a gás.
Esses fatores somados já esboçavam a formação de um parque industrial paulistano. A ocupação do espaço urbano registrou essas transformações. O Brás e a Lapa transformaram-se em bairros operários por excelência; ali concentravam-se as indústrias próximas aos trilhos da estrada de ferro inglesa, nas várzeas alagadiças dos rios Tamanduateí e Tietê. A região do Bixiga foi ocupada, sobretudo, pelos imigrantes italianos e a Avenida Paulista e adjacências, áreas arborizadas, elevadas e arejadas, pelos palacetes dos grandes cafeicultores .
As mais importantes realizações urbanísticas do final do século foram, de fato, a abertura da Avenida Paulista (1891) e a construção do Viaduto do Chá (1892), que promoveu a ligação do "centro velho" com a "cidade nova", formada pela rua Barão de Itapetininga e adjacências. É importante lembrar, ainda, que logo a seguir (1901) foi construída a nova estação da São Paulo Railway, a notável Estação da Luz.
Do ponto de vista político-administrativo, o poder público municipal ganhou nova fisionomia. Desde o período colonial São Paulo era governada pela Câmara Municipal, instituição que reunia funções legislativas, executivas e judiciárias. Em 1898, com a criação do cargo de Prefeito Municipal, cujo primeiro titular foi o Conselheiro Antônio da Silva Prado, os poderes legislativo e executivo se separaram.
O século XX, em suas manifestações econômicas, culturais e artísticas, passa a ser sinônimo de progresso. A riqueza proporcionada pelo café espelha-se na São Paulo "moderna", até então acanhada e tristonha capital.
Trens, bondes, eletricidade, telefone, automóvel, velocidade, a cidade cresce, agiganta-se e recebe muitos melhoramentos urbanos como calçamento, praças, viadutos, parques e os primeiros arranha-céus.
O centro comercial com seus escritórios e lojas sofisticadas, expõe em suas vitrinas a moda recém lançada na Europa. Enquanto o café excitava os sentidos no estrangeiro, as novidades importadas chegavam ao Porto de Santos e subiam a serra em demanda à civilizada cidade planaltina. Sinais telegráficos traziam notícias do mundo e repercutiam na desenvolta imprensa local.
Nos navios carregados de produtos finos para damas e cavalheiros da alta classe, também chegavam os imigrantes italianos e espanhóis rumo às fazendas ou às recém instaladas indústrias, não sem antes passar uma temporada amontoados na famosa hospedaria dos imigrantes, no bairro do Brás.
Em 1911, a cidade ganhou seu Teatro Municipal, obra do arquiteto Ramos de Azevedo, celebrizado como sede de espetáculos operísticos, tidos como entretenimento elegante da elite paulistana.
A industrialização se acelera após 1914 durante a Primeira Grande Guerra mas o aumento da população e das riquezas é acompanhado pela degradação das condições de vida dos operários que sofrem com salários baixos, jornadas de trabalho longas e doenças. Só a gripe espanhola dizimou oito mil pessoas em quatro dias.
Os operários se organizam em associações e promovem greves, como a que ocorreu em 1917 e parou toda a cidade de São Paulo por muitos dias. Nesse mesmo ano, o governo e os industriais inauguram a exposição industrial de São Paulo no suntuoso Palácio das Indústrias, especialmente construído para esse fim. O otimismo era tamanho que motivou o prefeito de então,Washington Luis, a afirmar, com evidente exagero: "A cidade é hoje alguma coisa como Chicago e Manchester juntas".
Na década de 20, a industrialização ganha novo impulso, a cidade cresce (em 1920, São Paulo tinha 580 mil habitantes) e o café sofre mais uma grande crise. No entanto, a elite paulistana, num clima de incertezas mas de muito otimismo, frequenta os salões de dança, assiste às corridas de automóvel, às partidas de foot-ball, às demonstrações malabarísticas de aeroplanos, vai aos bailes de máscaras e participa de alegres corsos nas avenidas principais da cidade. Nesse ambiente, surge o irrequieto movimento modernista. Em 1922, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Luís Aranha, entre outros intelectuais e artistas, iniciam um movimento cultural que assimilava as técnicas artísticas modernas internacionais, apresentado na célebre Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal.
Com a queda da bolsa de valores de Nova Iorque e a Revolução de 1930, alterou-se a correlação das forças políticas que sustentou a "República Velha". A década que se iniciava foi especialmente marcante para São Paulo tanto pelas grandes realizações no campo da cultura e educação quanto pelas adversidades políticas. Os conflitos entre a elite política, representante dos setores agro-exportadores do Estado, e o governo federal, conduziram àRevolução Constitucionalista de 1932 que transformou a cidade numa verdadeira praça de guerra, onde se inscreviam os voluntários, se armavam estratégias de combate e se arrecadavam contribuições da população amedrontada mas orgulhosa de pertencer a uma "terra de gigantes".
A derrota de São Paulo e sua participação restrita no cenário político nacional coincidiu, no entanto, com o florescimento de instituições científicas e educacionais. Em 1933, foi criada a Escola Livre de Sociologia e Política, destinada a formar técnicos para a administração pública; em 1934, Armando de Salles Oliveira, interventor do Estado, inaugurou a Universidade de São Paulo; em 1935, o Município de São Paulo ganhou, na gestão do prefeito Fábio Prado, o seu Departamento de Cultura e de Recreação.
Nesse mesmo período, a cidade presenciou uma realização urbanística notável, que testemunhava o seu processo de "verticalização": a inauguração, em 1934, do Edifício Martinelli, maior arranha-céu de São Paulo, à época, com 26 andares e 105 metros de altura!
A década de 40 foi marcada por uma intervenção urbanística sem precedentes na história da cidade. O prefeito Prestes Maia colocou em prática o seu "Plano de Avenidas", com amplos investimentos no sistema viário. Nos anos seguintes, a preocupação com o espaço urbano visava basicamente abrir caminho para os automóveis e atender aos interesses da indústria automobilística que se instalou em São Paulo em 1956.
Simultaneamente, a cidade cresceu de forma desordenada em direção à periferia gerando uma grave crise de habitação, na mesma proporção, aliás, em que as regiões centrais se valorizaram servindo à especulação imobiliária.
Em 1954, São Paulo comemorou o centenário de sua fundação com diversos eventos, inclusive a inauguração do Parque Ibirapuera, principal área verde da cidade, que passou a abrigar edifício diversos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Nos anos 50, inicia-se o fenômeno de "desconcentração" do parque industrial de São Paulo que começou a se transferir para outros municípios da Região Metropolitana (ABCD, Osasco, Guarulhos, Santo Amaro) e do interior do Estado (Campinas, São José dos Campos, Sorocaba).
Esse declínio gradual da indústria paulistana insere-se num processo de "terciarização" do Município, acentuado a partir da década de 70. Isso significa que as principais atividades econômicas da cidade estão intrinsecamente ligadas à prestação de serviços e aos centros empresariais de comércio (shopping centers, hipermercados, etc). As transformações no sistema viário vieram atender a essas novas necessidades. Assim, em 1969, foram iniciadas as obras do metrô na gestão do prefeito Paulo Salim Maluf.
A população da metrópole paulistana cresceu na última década, de cerca de 10 para 16 milhões de habitantes. Esse crescimento populacional veio acompanhado do agravamento das questões sociais e urbanas (desemprego, transporte coletivo, habitação, problemas ambientais ...) que nos desafiam como "uma boca de mil dentes" nesse final de século. No entanto, como dizia o grande poeta da cidade, Mário de Andrade:

Cronologia da História da Cidade de São Paulo

*1513- João Ramalho percorre o litoral paulista, casa com a filha de Tibiriçá e funda a Vila de Santo André da Borda do Campo.Mapa de São Paulo
*1530- O rei D. João III envia Martim Afonso de Sousa como comandante da primeira expedição povoadora ao Brasil. *1531- João Ramalho funda na borda do campo a aldeia de Santo André e lá levanta o pelourinho.
*1532- Martim Afonso passa por toda a costa brasileira e aporta em São Vicente para fundar a cidade que seria a célula mater da nação. Sobe a serra de Paranapiacaba em companhia de João Ramalho e funda a Vila de Piratininga.
*1548- É criado o Estado do Brasil, uma província da monarquia lusitana.
*1549- Chega a salvador o primeiro governador geral do Brasil, Tomé de Sousa, acompanhando do padre Manoel da Nóbrega.
*1553- Manoel da Nóbrega celebra missa campal no local do atual pátio do Colégio dos Jesuítas. Com 19 anos, José de Anchieta, cognominado o Apóstolo do Brasil, chega a Piratininga.
*1554- Em 25 de janeiro, o padre Manoel de Paiva reza a missa campal na frente do Real Colégio de Piratininga, marcando a fundação da cidade. Tibiriçá ergue a sua aldeia na colina onde hoje está situado o conjunto do Mosteiro de São Bento.
*1556- Os jesuítas inauguram em 1o de novembro o conjunto formado pelo colégio, igreja e moradias ao redor destinadas à comunidade que se formava.
*1560- Os moradores da Vila da Borda do Campo transferem-se para a Vila de Piratininga, juntamente com o Pelourinho.
*1599- Chega a São Paulo o 7o governador-geral do Brasil, D. Francisco de Sousa, que passa a comandar as primeiras expedições ao sertão.
*1601- André de Leão chefia uma entrada ao sertão pelo rio Paraíba, transpondo a Serra da Mantiqueira.
*1604- Nicolau Barreto navega pelos rios Tietê e Paraná, atinge o Guaira e retorna com indígenas aprisionados.
*1613- Pero Domingues chefia uma bandeira com o objetivo de levá-la até a foz do rio Amazonas.
*1627- Raposo Tavares comanda uma bandeira para reduzir o domínio dos jesuítas paraguaios e termina por expulsá-los das terras brasileiras.
*1635- Raposo Tavares organiza outra grande bandeira de guerra, novamente contra jesuítas do Paraguai, que haviam invadido os pampas gaúchos.
*1639- Raposo Tavares chefia 150 soldados armados, para auxiliar o conde da Torre, D. Fernando de Mascarenhas em Salvador, Bahia.
*1640- Os jesuítas são expulsos pelos paulistas por defenderem a liberdade dos indígenas.
*1651- Fernão Dias Pais é eleito juiz ordinário e presidente da Câmara Municipal de São Paulo e reconstrói a abadia dos beneditinos.
*1653- Os jesuítas retornam a São Paulo após 13 anos de exílio e iniciam a construção do novo conjunto igreja e colégio.
*1673- Anhanguera chefia uma bandeira pelas terras goianas em busca de ouro e abre caminho para a descoberta das minas de Cuiabá.
*1681- Piratininga é elevada à sede de Capitania.
*1700- Borba gato apresenta em São Paulo amostras de ouro para Artur de Sá Meneses.
*1711- D. João VI eleva Piratininga à categoria de cidade com o nome de São Paulo.
*1723- O café chega pela primeira vez ao país, trazido pelas mãos de Melo Palheta.
*1745- São Paulo passa a ser sede de Bispado, concentrando o poder autoritário e de justiça.
*1808- A família real portuguesa se transfere para o Brasil, estabelecendo-se no Rio de Janeiro.
*1815- São Paulo é elevada à capital da província de São Paulo quando o Brasil é declarado Reino Unido ao de Portugal e Algarve.
*1822- D. Pedro II proclama, a 7 de setembro, nas marges do rio ipiranga, a independência do Brasil. Em outubro é aclamado imperador do Brasil, e em seguida, decreta a Constituição do Império.
*1827- É fundada em São Paulo a Faculdade de Direito, simultaneamente com a de Olinda. Criado o primeiro jornal da imprensa paulistana, o Farol Paulistano.
*1830- O jornalista e médico italiano João Batista Líbero Badaró é assassinado, em decorrência de suas posições liberais e comentários políticos irreverentes.
*1850- É promulgada a Lei Eusébio de Queirós, que proíbe o tráfico negreiro.
*1867- Inaugurada a primeira ferrovia paulista, a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, pela companhia inglesa São Paulo Railway Co., para transportar o café produzido de Jundiaí a Campinas para o porto de Santos, que se tornaria o principal escoadouro da produção cafeeira.
*1871- É promulgada a Lei do Ventre Livre, tornando livre qualquer criança nascida de escravos a partir dessa data.
*1872- São inaugurados na cidade os serviços de esgoto, abastecimento de água, iluminação a gás, além dos bondes de tração animal.
*1884- Passam a funcionar as primeiras linhas telefônicas.
*1885- É promulgada a Lei dos Sexagenários, libertando os escravos maiores de 60 anos.
*1888- É assinada a Abolição da Escravatura pela Princesa Isabel. Chegam a São Paulo 92.086 imigrantes vindos da Europa.
*1891- Inauguração da Avenida Paulista.
*1892- É concluído o primeiro Viaduto do Chá, com estrutura de madeira.
*1895- O prédio do Museu Paulista (Museu do Ipiranga) é aberto à visitação pública.
*1899- Criação do Instituto Butantã, com a finalidade de combater doenças epidêmicas.
*1900- É inaugurada a iluminação elétrica e os bondes de tração elétrica.
*1901- Inaugurada a Estação Ferroviária da Luz, projeto arquitetônico inspirado na Abadia de Westminster, de Londres.
*1905- Inauguração da Pinacoteca do Estado em novembro.
*1911- É inaugurado o Teatro Municipal, obra de Ramos de Azevedo.
*1913- O Viaduto Santa Ifigênia, com estrutura de metal e todo importado da Bélgica é inaugurado.
*1914- O Estado de São Paulo abriga 1.819.220 imigrantes dos quais 845.816 são italianos.
*1920- Washington Luís assume o poder como presidente eleito.
*1922- Realiza-se em São Paulo a Semana de Arte Moderna.
*1924- Ocorre em julho em SãoPaulo a Revolta dos Tenentistas, liderada pelo General Isidoro Dias Lopes. Após alguns dias de luta, as tropas rebeldes do Exército e da Força Pública dominam a cidade, mas são sufocadas pelas tropas do governo.
*1925- Forma-se a Coluna Prestes, reunião das revolucionárias Coluna Paulista e Coluna Rio-Grandense, com um efetivo inicial de 1.500 homens.
*1927- Os 620 sobreviventes da Coluna Prestes refugiam-se na Bolívia.
*1928- Oswald de Andrade cria o movimento literários Antropofagia, através do lançamento do ManifestoAntropofágico.
*1929- A queda da Bolsa de Nova York faz desabar o preço do café. Inaugurado o edifício Martinelli, que durante anos representará o símbolo da pujança paulistana.
*1930- A Revolução estoura e afasta do poder as oligarquias tradicionais. Em 3 de novembro, Getúlio Vargas assume o poder provisoriamente e passa a adotar uma política industrialista.
*1932- Em 9 de julho estoura em São Paulo a Revolução Constitucionalista, sufocada após 3 meses de combate.
*1933- Inauguração do Mercado Central.
*1934- É criada a USP-Universidade de São Paulo.
*1937- É proclamado o Estado Novo, que promove um rápido crescimento econômico.
*1938- Inaugurado o atual Viaduto do Chá. Francisco Prestes Maia assume a prefeitura de São Paulo apresentando o melhor trabalho urbanístico que a cidade já teve.
*1945- Getúlio Vargas é deposto pelos grupos conservadores que o haviam apoiado.
*1947- É criado o MASP- Museu de Arte de São Paulo, por iniciativa de Assis Chateaubriand.
*1948- Criação do MAM- Museu de Arte Moderna de São Paulo. Franco Zampari inaugura o TBC- Teatro Brasileiro de Comédia.
*1951- Acontece a I Bienal Internacional de Artes Plásticas de São Paulo.
*1953- É fundado o Teatro de Arena e inaugurado o Monumento às Bandeiras, de Victor Brecheret.
*1954- Em comemoração ao centenário da cidade são realizados grandes eventos e inauguradas importantes obras, como o Parque do Ibirapuera e a Catedral da Sé.
*1956- O governo de Juscelino Kubitschek instaura, com seu Plano de Metas, uma política de crescimento acelerado da economia.
*1961- Jânio Quadros renuncia à presidência
. *1964- João Goulart é deposto pelos militares.
*1968- O marechal Costa e Silva edita o Ato Institucional No 5 (AI-5).
*1974- O general Geisel assume a presidência.
*1979- É revogado o AI-5.
*1988- É promulgada uma nova Constituição.
*1990- Fernando Collor de Mello é eleito presidente do Brasil, mas destituído 2 anos depois por corrupção.
*1994- Entra em vigor o Plano Real com a função de estabilizar a economia.

A Fundação da Cidade de São Paulo

Em 24 de dezembro de 1553, junto com um novo grupo de jesuítas solicitado por Manoel da Nóbrega, chega o irmão José de Anchieta, com 19 anos de idade. Mais tarde, este religioso viria a ser cognominado "Apóstolo do Brasil" e primeiro poeta da literatura luso-brasileira.
Logo depois do dia de Reis, o grupo sobe a serra de Paranapiacaba, em direção à Santo André da Borda do Campo, diretamente para a casa do João Ramalho, após 18 dias de jornada. No dia seguinte, tomam o caminho de Piratininga, na busca de um local para a fundação do Colégio dos Jesuítas. Escolhem uma colina chamada Inhapuambuçu, sobre o vale do Anhangabaú, e constróem um barracão que viria a funcionar como escola de catequese. Ainda na manhã de 25 de janeiro de 1554, Manoel de Paiva, que viria a ser o primeiro diretor do colégio, celebra, assistido por José de Anchieta, a missa campal que marca o início do funcionamento do Real Colégio de Piratininga.
O nome São Paulo foi escolhido porque no dia da fundação do colégio era o dia 25 de janeiro que a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso, conforme informa o padre José de Anchieta em carta aos seus superiores da Companhia de Jesus:
-"A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo e, por isso, a ele dedicamos nossa casa".